Olho Torto

Wednesday, January 10, 2007

Separados no nascimento

Linda Blair e Juliana





Bono Vox e Mário Henrique



Coala e Airton (BBB 7)



Naomi Watts e Kary



Peter Pettigrew (Harry Potter) e Nelson Rubens



Luciano Huck e Jorge Venturin



Punky "A levada da breca" e Dé Spala



Cérebro e Carniça Spala


Tem família que tá cheia de gente famosa.

Louva-Deus e Julia Petit

Thursday, August 10, 2006

Como eu queria ter escrito...

"Mas não se iludam. Não sou nada de especial e disto estou certo. Sou um homem vulgar, com pensamentos vulgares, e vivi uma vida vulgar. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, bastou-me sempre."

(Nicholas Sparks, escritor americano)

Tuesday, August 08, 2006

Filhos de Chocadeira

Tenho a impressão que a maioria das pessoas acha que político é filho de chocadeira. Que é uma espécie à parte, que brota não sei de onde.

Qualquer indício de feminilidade em algum garoto, os pais já ficam em pânico e o colocam na aula de futebol, de caratê, na fono, na psicóloga, ensinam a mexer com as garotas, estimulam gestos tipicamente masculinos, reprimem os femininos... e a lista segue quase que infindável (como se fosse necessário e resolvesse alguma coisa).

E diante da tirania infantil? Chamam a Super Nanny? Pior, não fazem nada (como se não fosse necessário e não resolvesse) e ainda corre o risco de acharem bonito ainda.

E pessoas sem escrúpulos continuam brotando do nada.

Nossos pais ensinam que é feio roubar? Ensinam sim. Tanto que todo mundo ficaria horrorizado se visse um garoto de rua roubando chocolate nas Lojas Americanas.

Como disse um professor meu: "(...) a classe média é uma puta que gosta de dar uma de virgem".

É só abrir a boca pra falar a palavra "político" que meio mundo se arma de "paus e pedras" e começa o escracho verbal.

Mas o que os nossos políticos têm de diferente do restante da maioria esmagadora dos brasileiros?

A meu ver, pouquíssima coisa.

O ser humano é egoísta por natureza, mas em sociedades mais evoluídas isso é minimizado. O brasileiro é muito primitivo (já que é muito mal educado, em todas as suas classes sociais) e, com isso, extremamente individualista.

Nos finais de semana, forma-se uma fila grande de carros para atravessar a aduana Argentina, a cada poucos minutos você presencia os brasileiros furando a fila pelo acostamento.

Outro dia no supermercado, com a desculpa que o estacionamento não estava muito lotado, uma "indivídua" estacionou o seu carro (para não ter que fazer mais de uma manobra) entre duas vagas.

O que isso tem de diferente do que acontece no congresso nacional???

Em um sentindo amplo, para mim, quase nada. Brasileiro gosta de tirar vantagem quando pode... tira vantagem no trânsito, no restaurante, no supermercado, na câmara dos deputados, no senado...

Não existem as máximas de que "todo político é corrupto" e muito menos que "o povo brasileiro é um povo honesto". Não devemos esquecer que, assim como a parte está contida no todo, o todo está presente na parte.

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O grande problema não é que o brasileiro não sabe votar, não sabe se comportar. Primeiro tem que aprender e entender que a realização do seu desejo vai até o respeito do próximo. O resto é conseqüência.

Wednesday, August 02, 2006

Silvana


Gosto muito de contar “causos”, histórias, piadas (qdo eu me lembro), mentiras (vou chamar de estórias que fica mais bonito), filmes... muitas coisas... então vou contar algo aqui. Sempre tem algum engraçadinho que vai dizer: “Então vou contar com vc... 1, 2, 3, 4, 5, 6...”. Mas o que vou contar tem números sim... mas que poucas pessoas podem dizer o que representam e só duas pessoas sabem o que realmente significam.

Observe o conjunto {1, 2, 3, 5, 6, 17, 18, 19, 31, 32, 137, 1979, 1980, 1983, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006...}

O que é isso??? É uma seqüência de relevância matemática??? Como foi obtido??? É infinita??? Tem limite??? É convergente???

Bom... é um conjunto numérico. Pode até ter importância matemática... quem sabe tem um padrão escondido aí. Mas se tiver, é mais um padrão obtido aleatoriamente (já acharam até códigos “secretos” na bíblia... hoje em dia, através dos super-computadores, se acha padrão em tudo... no atentado ao WTC... e pq não no meu conjunto???).

Foi obtido da seguinte forma:

No dia 5 de junho (6) de 1980, em Frederico Westphalen (RS), nasceu mais uma pessoa no mundo (coitada... rsrsrs). Era Silvana Aparecida Hugue que saia chorando (suponho eu) do útero de sua mãe (foi parto normal... se a criança não chorou, Silvia Hugue deve ter chorado).

Ainda pequenina e loiríssima, sua família se mudou para o Mato Grosso. Primeiramente foram para Nova Xavantina... ficaram lá um tempo e pelo jeito não gostaram.... pq se mudaram para Primavera do Leste (que acho que também não era muito bom). Aí tornaram a se mudar... foram morar num lugarejo chamado Paraíso.

No fundo de sua casa passava um rio que uma vez, depois de fortes chuvas, encheu tanto que chegou perto da porta da cozinha (isso que o barranco do rio era mó alto, hein). Depois se mudaram de novo... voltaram para Primavera (que voltou a não ser tão ruim assim).

Era uma criança que toda mãe queria ter... mas que bem poucas merecem. Era loira... quieta... obediente... inteligente. Aprendeu a ler muito cedo, com apenas 3 anos.

Foi uma criança privada do convívio social com outras crianças. Tão fantástica e tão sozinha. Em 1983 nasceu sua primeira irmã, Giovanna. Agora tinha um pouco de companhia de uma irmã que (com toda certeza) nasceu chorando (de parto normal tb) e continuou chorando durante um bom tempo (ou seja... era uma criança chorona... depois se tornou meio doida... mas isso é outra história).

Como era de se esperar, ia muito bem na escola. Não pq se matava de estudar (pq isso é para os bur... para os id... para os esforçados, vamos dizer assim) mas pq seu Q.I. era de 137.

Já na adolescência, na escola fez amizade com um grupinho que garotos que não eram muito cuzões ou muito manés (pelos menos não eram naquela época ou não pareciam ser), o Carlos, o Geovani, o Dálcio... (molecada que curtia Ramones). Também começou a fazer inglês na Skyline.

Não demorou muito, foi contratada como professora. Também pudera né... inteligentíssima... e ainda com uma facilidade tremenda pra línguas. Deu nisso... professora de inglês.

Com 17 anos comprava seus próprios cd’s do Bon Jovi.

E chegou a hora de prestar o vestibular. Ano: 1997. Na Unb foi relações internacionais (infelizmente não passou... ninguém entende aquela bosta de desvio padrão) e na UEM foi direito (e passou).


Em 1998, se mudou pra Maringá (PR). Que curso mais chato é esse. Odiava o curso... mas prosseguiu. Tinha que trabalhar pra se manter. Trabalhava igual uma “camêla” no C.C.A.A. durante o dia e a noite ia pra universidade (turma 31). Nasceu sua irmã caçula, Katiana.

Com 18 pagava suas próprias corridas de táxi pra não chegar atrasada na escola de inglês.

Na turma 32, conhecia uma tal de Adriana Terezinha. Que conhecia um tal de Frederico Antonio Borges Junior (nascido em 19 de junho de 1979). A Adriana, entre uma aula e outra, apresentou o Frederico pra Silvana. Era um total mauricinho... totalmente o oposto daquilo que a Silvana passava perto. Mas como pessoa educada que era, sempre qdo o via, o cumprimentava gentilmente (pelo nome). Ele, esquecido do jeito que era, a cumprimentava tb mas com um sorriso amarelo de quem nunca se lembra do nome das pessoas a quem é apresentado.


Em 1999, por uma daquelas coincidências mais curiosas do destino, ele se muda pro mesmo prédio dela. O Fred sempre dizia “oi” e saia correndo e a Silvana era uma pessoa que gostava de conversar. Sempre o chamava pra ir tomar uma cerveja ou mesmo pra jogar conversa fora... e ele sempre fugindo. Até que um dia, ele ficou com vergonha de arrumar mais uma desculpa pra não parar pra conversar e aceitou sentar-se na frente do Ed. Canadá para ficar um pouco ali com a Silvana e a Ângela.

Que noite foi aquela... a Ângela foi embora e os dois foram pro apartamento da Silvana e ficaram conversando até quase amanhecer o dia. E várias noites foram assim... Com todas as suas diferenças aparentes, eles se identificavam um com o outro deliciosamente. Nascia ali a amizade mais deliciosa e invejável que alguém pode ter. Tanto que o termo amizade aparece pouco para definir tal sentimento. Clichê isso??? Foda-se quem acha que é clichê... é a amizade mais linda do mundo.

Cheia de brigas... vários desentendimentos... muitas lágrimas (de felicidade, de ódio, de saudade, de ciúmes)... muitos abraços... muitos beijos... muita proximidade... muita distância... muito, mas muito amor.

E assim se foram 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005...


E agora estamos em 2006... e o que esse ano reservou para o Fred??? A Silvana vai embora pra Bélgica. Está feliz por ela... vai fazer mestrado... vai ficar perto do Steven. Só fica triste pq um número com várias casas vai entrar na seqüência, os milhares de quilômetros que passarão a separá-los.

Entendeu até aqui??? Foi assim...

Qto a ser infinita, a seqüência... isso não é. Irá se cessar qdo os 2 morrerem. Porque basta 1 estar vivo para contabilizar as lágrimas de saudade, qtos já são os dias de solidão, qtas são as noites pensando no outro... Números ainda serão acrescentados enquanto 1 ainda viver.

Qto a ter limite ou ser convergente, isso é papo pra matemático ou pra filósofo... ou só pra mim e pra Silvana.

Monday, July 31, 2006

Crianças prodígio

Quando, na minha infância, escutei pela primeira vez que o Robin era o garoto prodígio, não entendi o que esse adjetivo significava.

Peguei o dicionário e lá estava:

"Que ou o que possui excepcional inteligência ou talento para sua idade (diz-se de criança)." (Houaiss)

Ser denominado pródigio, era bom.

Mas será que isso é verdade sempre???

Tudo bem que o aprendizado das crianças passa pela imitação. Mas as vezes parece que têm algumas que tem verdadeira compulsão por imitar, né??? Ai juntam com uns pais retardados que acham tudo lindo e com programas de auditórios sofríveis e acabamos presenciando certas aberrações: mini-gretchens, mini-xuxas (ainda bem que essas estão démodé), mini-carlas, mini-joelmas, mini-chimbinhas... e assim vai.

E qdo tudo isso se mistura com a Igreja Universal???

MENINA PASTORA LOUCA:

Renato Russo

Uma coisa muito difícil nessa vida é ser alguém que odeia o Renato Russo. Só quem odeia sabe.

Qualquer reunião de amigos em que aparece um violão, em qualquer excursão, em qualquer aglomeradinho de gente em que se propõe cantar alguma coisa, o que se toca/canta??? Legião Urbanaaaaaa!!!!

Pra mim, seriam músicas quaisquer, que até eu poderia gostar se não fosse essa idolatria exagerada (e infundada) que fazem das letras dele e que acaba me irritando profundamente.

Li num tópico do Orkut, dentre várias besteiras e coisas engraçadas, que quem não gosta é pq não entende.

Ele só canta o óbvio. Todo mundo entende e a massa venera pq tudo é muito explícito e direto.

Além do mais, como li em uma revista Veja recente, "ele faz 'poesia' de auto-ajuda". Achei essa definição ótima. Tenho que ressaltar que o redator do texto da revista, não parecia dizer isso de forma pejorativa.

Mas pra mim encaixou como uma luva... livro de auto-ajuda já é uma coisa chata e ridícula, imagina o genérico.

Lojas Americanas

Sozinho em mais uma fila, agora nas Americanas. Logo à minha frente e já no caixa uma senhora (S) de uns 60 e poucos anos esbravejando como atendente (A):

S: VCS NÃO SABEM QUE ESSAS SACOLAS ARREBENTAM??? PODE POR DUAS... DEPOIS NUM É VC QUE TEM QUE FICAR CATANDO COISAS QUE CAEM NO CHÃO QDO ELAS RASGAM... BLÁ, BLÁ, BLÁ...

A (todo educado): CLARO, SENHORA! COLOCO MAIS UMA SACOLA.

Depois de entregar a mercadoria, foi entragar o troco dela tb. E novamente ela solta os cachorros:

S: MOEDAS??? PQ VCS DÃO MOEDAS PRA GENTE??? MOEDA A GENTE PERDE, VC NÃO SABE??? EU NÃO QUERO MOEDA... PODE ME DAR UMA NOTA.

A: CLARO, SENHORA. MAS PRA ISSO A SENHORA TEM QUE ME DAR MAIS 15 CENTAVOS.

S: E VC ACHA QUE EU NÃO TENHO 15 CENTAVOS??? LÓGICO QUE EU TENHO... TÁ AQUI Ó!!!

Finalmente ela pegou a nota de 1 real e mais sua compra depositadas em duas sacolas e foi embora.

Além de tratá-la com educação, que é o esperado dele na sua posição, ele não estava com cara de quem queria dar um soco nela. O que me deixou com mais dó dele. Pq se fosse eu, apesar de tb tentar ser educado, a minha cara não estaria das melhores.

Qdo chegou a minha vez eu não aguentei:

NOSSA, QUE VELHA CHATA.

Ele me olho com uma cara de "POIS É, NÉ" e não deu nem tempo d'eu elogiá-lo pela educação, sinto alguém me cutucando.

Era uma mulher de uns 30 anos atrás de mim:

CHATA MAS UM DIA VC TB VAI FICAR VELHO!!!

Ouvir aquilo me subiu uma raiva maior ainda do que a que eu já estava sentindo e retruquei:

OLHA, A IDADE NÃO DÁ DIREITO A NINGUÉM DE SER MAL EDUCADO.

Paguei e sai. Mas eu estava bufando de raiva... na hora não me saiu mais nada... eu queria falar mais.

Nessa época estava passando aquela novela que uma moça maltratava os avós. Daí me aparece esse povo que do nada vira defensor das causas de novela.

Não que não existam velhinhos em condições que mereçam defesa. Mas por causa de novelas as pessoas começam a fazer coisas por modismo, sem pensar e analisar as situações.

Falar mal de modismo de novela, sei que é como bater em cachorro morto. Mas enquanto se copiava só roupas e cortes de cabelo ainda dava pra aguentar.

Novela é uma coisa tão pobre e não se acha argumento contra isso que os autores enfiam essas questões sociais pra tentar dizer que são aproveitáveis. E acabam gerando esse tipo de aberração.

Não que não valha como entretenimento... quem disse que tudo tem que servir pra alguma coisa "nobre"??? Mas serem pretensiosos desse jeito é outra história.

Lojas Renner

Eu e o meu grande amigo Jailson estavamos na fila (grande tb, por sinal) dos caixas da loja Renner em Curitiba e eis que chega uma bichinha toda meio tortinha (com um andar meio saltitante devido a sua deficiência que tb atingia os pés).

Logo a nossa frente, ali na paralela, estava uma senhora extremamente impaciente com a fila (até a fila dos idosos tava lotada, rsrsrs).

Acho que ela tava com tanta vontade de reclamar e não podia, já que as outras pessoas à sua frente tb eram idosas, que qdo viu o vulto de alguém não-idoso passando na sua frente na fila já gritou "PORQUE AQUELE RAPAIZINHO TÁ FURANDO A FILA???"

O citado rapaizinho olhou pra ela com a cara de quem está com a posse da razão e disse "VOCÊ NUM TÁ VENDO QUE EU SOU DEFICIENTE???".

Eu não sabia se eu ria ou se eu chorava. Teria sido uma situação engraçada se não fosse constrangedora (na verdade foi pra lá de engraçada... a quem estou enganando com esse discurso politicamente correto??? foi hilário...).

Acho que isso era uma sexta-feira, se não estou enganado. No sábado, resolvemos ir a uma boate. Já de longe vimos aquela fila enorme... já nos preparamos pra ter paciência.

Tô lá eu na fila e quem eu vejo esperando pacientemente sua vez de entrar na boate??? Não era a velha... era a bichinha.

Depois de algumas horas dançando, cansei. E, claro, resolvi ir embora... mas quem continuava a todo vapor na pista de dança e não era a velha???